segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Na América do Sul, o que impressiona é a diferença essencial que existe entre a colonização espanhola e a portuguesa.
Desde o início, a Coroa de Castela encoraja a imigração de mulheres que, com suas criadas, contribuem para a expansão da
civilização espanhola na América. As leis de sucessão dão-lhes direito à herança, o que aumenta sua autoridade quando são
filhas únicas. Os casamentos inter-raciais são raros e a preocupação com a “limpeza de sangue” é fundamental, inclusive para o
acesso aos mais altos cargos
XVIII a XX

Apresente a função dada à mulher espanhola na sociedade hispano americana relacionando tal função com a radicalização das tensões que vão desencadear o processo de independência.

Resposta:
A mulher contribuiria para a expansão da civilização espanhola, isto é, dos ideais da cultura hispânica, principalmente através do casamento, garantindo, assim, não apenas a reprodução dos colonizadores, mas a sua limpeza de sangue. Isso contribuiria para as tensões entre puros e não puros, ou seja, colonizadores e colonizados cristalizando uma sociedade altamente hierárquica cujas diferenças vão explodir durante o processo de independência.

2-
Em sua obra
(Citado por E. Hobsbawm. A Era das revoluções. São Paulo. Paz e Terra, 1976, p. 231).
Os sans-culottes de Paris, o historiador Albert Soboul escreveu: “Os cidadãos de aparência pobre e que em outros tempos não se atreveriam a apresentar-se em lugares reservados a pessoas elegantes passeavam agora nos mesmos locais que os ricos, de cabeça erguida"”

Explique a importância dos sans culottes para a política jacobina durante a Revolução Francesa.
Resposta:
Politicamente, os sans-culottes formam a armadura das seções parisienses e dos comitês revolucionários, aos quais a organização do Terror atribuiu um papel. Eles formaram  a massa de manobra das grandes jornadas parisienses de 10 de agosto de 1792 ( derrubada da monarquia) e de 2 de junho e 5 de setembro de 1793 (instauração do Terror jacobino), garantindo a elementos como Robespierre e Danton um instrumento de execução popular dos discursos radicais do partido jacobino.


3-
Sobre o governo dos príncipes, Nicolau Maquiavel,  pensador italiano do século XVI, afirmou:
O príncipe não precisa ser piedoso, fiel, humano, íntegro e religioso, bastando que aparente possuir tais qualidades.(...) Um príncipe não pode observar todas as coisas a que são obrigados os homens considerados bons, sendo freqüentemente forçado, para manter o governo, a agir contra a caridade, a fé, a humanidade, a religião (...). O príncipe não deve se desviar do bem, se possível, mas deve
estar pronto a fazer o mal, se necessário.

Explique de que maneira Maquiavel se opunha à moral medieval, explicitando de que forma suas ideias contribuiriam para  consolidação do absolutismo na Europa.

Resposta:
Para Maquiavel o maior dever do príncipe era
manter o governo ou o estado e para isso o príncipe não precisava ser bom (ou
piedoso, fiel, humano, íntegro), bastando apenas que ele aparentasse ser bom (ou seja, usa da hipocrisia). Assim, rompia com os princípios morais cristãos
ao justificar a hipocrisia, a violência e a dissimulação em função dos interesses do estado. Maquiavel assim supera qualquer limite moral ou institucional à autoridade do monarca o que aceleraria a consolidação do absolutismo.
(Adaptado de Nicolau Maquiavel, O Príncipe, em Os Pensadores, São Paulo, Nova Cultural, 1996, pp. 102-103)
. (Adaptado de Marc Ferro, História das Colonizações : das conquistas às independências – séculos. São Paulo, Cia. das Letras, 1996, p. 135.)

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